Pirenópolis surgiu no ciclo histórico do ouro e após cessar a exploração aurífera, se consolidou por meio da atividade agropecuária. O município situa-se nas faldas da ondulação geológica da Serra dos Pireneus e surgiu em função da descoberta de ricas jazidas de ouro em seus contrafortes, junto ao Rio das Almas. A partir daí, inicia-se intensa movimentação de bandos de bandeirantes para a região, em busca de ouro e índios para serem vendidos como escravos. Com o esgotamento do ouro, houve a necessidade de voltar-se para outro segmento econômico, sendo mais adequado naquele momento, a agropecuária. Não sendo um processo fácil, mas que trouxe diversidade produtiva, estabilidade social, incremento nos padrões culturais, entre outros aspectos positivos.

O município está inserido no Planalto Central do Brasil, numa zona de grande importância econômica, pois localiza-se entre Goiânia (120 km), Anápolis (63 km) e Brasília (150 km). Esta inserção refletiu não só no aumento das atividades econômicas, como também se ampliou para novas oportunidades, especialmente na implantação de atividades turísticas e da exploração de quartzito – conhecido como ‘Pedra de Pirenópolis’. Por seu expressivo sítio arquitetônico e urbanismo no estilo colonial, o município foi parcialmente tombado pelo Instituto do Patrimônio e Histórico Nacional – IPHAN, o que gerou maior visibilidade para atividade turística no local e incremento no fluxo de turistas.

Pirenópolis possui hidrografia privilegiada, tendo em especial o Rio das Almas, o qual tem sua nascente no Parque Estadual da Serra dos Pireneus. Os turistas são atraídos pelo encanto da Serra dos Pireneus, a ocorrência de diversas cachoeiras, como a do Abade, da Usina Velha, da Meia Lua, Avalon, Bonsucesso, da Vagafogo, das Araras, Renascer, São Jorge, dos Dragões, do Rosário e a Reserva Ecológica Vargem Grande.

As edificações do centro histórico encontram-se em bom estado de conservação, estas compõem o grande acervo arquitetônico no estilo colonial, destaca-se os edifícios religiosos, como a igreja de Nossa Senhora do Rosário, a Capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo (atual Museu de Arte Sacra), ou as edificações institucionais como Casa de Câmara e a Cadeia - hoje abrigam o Museu do Divino, o teatro, o Cine Pireneus, Museu da Família Pompeu, Museu das Cavalhadas. Destacam-se como as principais festas populares de Pirenópolis, a Festa do Divino Espírito Santo e as Cavalhadas, que se tornaram um espetáculo – ícone da cidade, por possuir rico simbolismo histórico e antropológico.

O município é destino aos adeptos do ciclismo e trilhas, pois é cercado por morros com belos mirantes aos pés da Serra dos Pirineus, o município é rodeado de nascentes e inúmeros córregos. A cidade possui nove unidades de Conservação do Estado de Goiás.

 

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