A cidade de Itaberaí surgiu no século XVIII, por volta do ano de 1770, nas proximidades da fazenda Palmital. O arraial começou graças à devoção dos moradores das fazendas da região, que se juntaram e edificaram uma capela, em louvor a Nossa Senhora da Abadia (onde hoje é a Igreja Matriz). Aos poucos, com a chegada de mais moradores, o arraial, então conhecido por Curralinho, foi crescendo. Só em 1924, o nome da cidade foi alterado para Itabehy, que em Guarani significa rio das pedras brilhantes. Itaberaí foi se modernizando aos poucos, abrindo novas ruas, comércios e áreas públicas, como praças e o Largo da Matriz. Em 1824, segundo o historiador, Cunha Matos (1979, p. 28) o arraial era formado por um grande largo e duas ruas, as atuais Padre Pedro (antes Rua Direita) e Benedito Constant da Fonseca (antiga Rua das Flores), totalizando 52 casas. Foi uma das primeiras cidades de Goiás a receber investimentos em cultura e educação. A primeira escola de Itaberaí foi a do antigo arraial do Curralinho, criada por Decreto Imperial de 20 de setembro de 1831. Vários jornais como o Repórter, fundado por Zoroastro Artiaga, em 1908, O Phoco e o Pharol, de 1924 marcaram a história do município, juntamente com várias associações recreativas e literárias. Em 1993, foi criada a a Academia Itaberina de Letras e Artes – AILA, com espaço para poesia, artes plásticas e outras manifestações culturais.

O povoado de São Benedito, antigo Olhos D’Água, fica a nove quilômetros de Itaberaí. É um importante centro de produção e comercialização de polvilho (fécula de mandioca, utilizada no preparo da tapioca). A rua principal é ornamentada por diversas casas comerciais que expõem embalagens do produto. Também é local de abastecimento e pouso para os caminhantes.

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